O painel da Opep+ não recomendou mudanças ao pacto atual de cortes de produção (Imagem: REUTERS/Leonhard Foeger)

Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta quinta-feira, revertendo perdas após a Opep e seus aliados terem afirmado que o grupo de produtores vai pressionar países que não cumpriram com seus cortes de oferta.

A aliança de países petrolíferos ainda tem planos de realizar uma reunião extraordinária em outubro caso os mercados de petróleo se enfraqueçam ainda mais.

Após queda no começo da sessão por números baixistas sobre empregos e com a elevação da produção no Golfo do México após o furacão Sally, os índices de referência reverteram o curso e fecharam em alta impulsionados pelos comentários da Opep+.

“Embora ajustes no atual acordo de restrição de oferta não tenham sido propostos pela Opep+ hoje, o grupo de produtores deu a impressão de que não vai varrer os problemas para baixo do tapete”, disse o chefe de mercados de petróleo da Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 1,08 dólar, ou 2,56%, a 43,30 dólares por barril.

O petróleo nos EUA encerrou em alta de 81 centavos de dólar, ou 2,02%, a 40,97 dólares por barril. Ambos contratos subiram mais de 4% na quarta-feira.

O painel da Opep+ não recomendou mudanças ao pacto atual de cortes de produção, mas pressionou países como Iraque, Nigéria e Emirados Árabes Unidos para que cortem mais barris para compensar sua produção adicional entre maio e julho.

O período para essas compensações será prorrogado de setembro para até o final de dezembro, segundo três fontes da Opep+.

Fonte: Reuters

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