Petróleo sobe e se recupera após semana difícil

Os preços do petróleo tinham alta acentuada nesta segunda-feira, recuperando-se após as pesadas perdas da semana passada, com investidores procurando negociar apesar das preocupações com a demanda alimentadas pelo aumento dos casos de Covid-19.

Por volta das 12h50 (horário de Brasília), os futuros do WTI subiam 5,5%, a US$ 65,55 o barril, enquanto os futuros do Brent subiam 5,4%, a US$ 68,23 o barril. Ambos os benchmarks sofreram a maior perda semanal em mais de nove meses na semana passada, com o Brent caindo em torno de 8% e o WTI em cerca de 9%.

Os futuros da gasolina RBOB subiam 4,5%, para US$ 2,1145 o galão.

“O selloff de petróleo no mês passado foi exagerado”, afirmaram analistas do Goldman Sachs, com o influente banco de investimentos mantendo a previsão de US$ 80 o barril para o fim do ano.

Colaborando com o sentimento desta segunda-feira temos um dólar mais fraco, tornando o petróleo mais barato em outras moedas, além do influente formulador de políticas do Federal Reserve, Robert Kaplan, afirmando na sexta-feira que talvez fosse preciso ajustar a perspectiva de que a instituição poderia em breve começar a reduzir seu extraordinário estímulo monetário caso a variante delta do coronavírus retardasse substancialmente o crescimento econômico.

Isso faz do simpósio de Jackson Hole no final da semana algo fortemente visado, do qual o mercado estará ansioso por quaisquer sinais de quando o Fed começará a reduzir as compras de ativos.

O crescimento global no número de casos da Covid, liderado pela altamente transmissível variante delta, resultou na introdução de novas restrições de viagens em muitos países, levantando preocupações com a redução da demanda de combustível ao redor do mundo.

O próximo evento importante para o mercado do petróleo será a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a OPEP+, no começo de setembro.

“Antes do recente selloff, o mercado provavelmente não teria dado tantas atenções a essa reunião, com a política de produção estipulada até o final do ano”, afirmaram analistas do ING, em nota. “No entanto, com a recente queda nos preços, o mercado agora espera ansioso para ver se o grupo decide adiar parte da redução de cortes.”

O Centro de Estudos e Pesquisas de Petróleo Rei Abdullah, um instituto independente de pesquisa de energia, vê o risco de um excedente de oferta no verão, dado o impacto potencial na demanda.

“A OPEP+ pode ser obrigada a fazer nova intervenção com cortes modestos e temporários se os estoque crescerem mais rápido do que o desejado”, afirmou o instituto, em reportagem divulgada na segunda-feira.

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