Postos reclamam de distribuidora

Proprietários de postos de combustíveis, que trabalham com a bandeira BR, acusam a  distribuidora de promover um tratamento diferenciado entre os revendedores, num procedimento que pode resultar em um maior preço final do litro para o bolso do consumidor.

Segundo eles, os insumos estariam sendo vendidos com preços mais baratos para alguns estabelecimentos do que para outros, gerando assim, um desequilíbrio na competitividade do setor.

Na tarde da última sexta-feira, um grupo formado por cerca de 100 proprietários de postos da região estiveram na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap) para realizar reclamações formais contrárias a atuação da distribuidora. O vice-presidente do Recap, Emílio Martins, disse na segunda-feira, em entrevista ao Correio Popular, que o sindicato já vinha percebendo uma certa apreensão dos proprietários com a revenda da BR, desde que a empresa começou a deixar de ser pública para se tornar privada.

Segundo ele, a política de distribuição de preços da companhia não está agradando a revenda. “Se você observar no levantamento de preços da própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), você vai ver que realmente os revendedores estão com a razão, porque dentro de uma mesma cidade há proprietários pagando preços bem diferentes um dos outros, quando, na verdade, o correto seria todos pagarem o preço estipulado”.
Martins ainda ressaltou que, em Campinas, há casos de donos de postos comprando, na mesma hora, o mesmo tipo de combustível com valores bem distintos um dos outros. “Temos casos de revendedores pagando uma diferença de até R$ 0,15 no litro do mesmo produto”, destacou. Atualmente, três empresas detêm juntas mais de 70% do mercado de distribuição nacional de combustíveis: BR, Ipiranga e Shell.

Nesse processo, qualquer proprietário que almeje estampar uma dessas marcas em seu negócio é obrigado a seguir um contrato de exclusividade com a distribuidora e pagar o preço que ela estipular na revenda.
É só depois disso, que os donos dos estabelecimentos podem repassar o valor, com a margem de lucro que lhes é mais conveniente no valor das bombas que chegam até o consumidor. “A situação é tão grave que hoje o maior preço na bomba é do proprietário que está com a menor margem de lucro, porque se ele cobrar mais caro vai perder clientes”, disse Martins. “Há casos de estabelecimentos que estão pagando para a BR o que o mesmo valor que o concorrente da mesma marca está cobrando dos consumidores na bomba.Olha que absurdo!”

Em nota, a distribuidora BR informou que a operação de postos de bandeira Petrobras por terceiros é “regida por condições comerciais previstas em contrato particular e de acordo com as melhores práticas do mercado”.

Fonte: Fecombustíveis

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