Preço da gasolina subiu 47% em 2021, aponta IBGE; botijão teve alta de 37%

Agência Brasil – A alta de 10,06% em 2021 na inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi puxada pela aumento de 21,03% no grupo transportes.

O gerente do IPCA, Pedro Kislanov, destaca que, de longe, o principal impacto no índice anual foi da gasolina, que correspondeu a 2,34 pontos percentuais. Apesar da queda em dezembro, gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021, e o etanol, de 62,23%.

“Em dezembro, houve queda de 0,67% na gasolina, principalmente pela redução do preço nas refinarias no dia 15 de dezembro”, completou.

“E o etanol, que normalmente acompanha a gasolina, teve uma queda de 2,96%. Foi a primeira queda em ambos depois de sete meses consecutivos de alta”, acrescentou.

No ano, o preço dos automóveis novos subiu 16,16%, e o dos usados, 15,05%. O aumento foi provocado pelo desarranjo na cadeia produtiva do setor automotivo, que não conseguiu acompanhar a retomada da demanda global.

Os transportes por aplicativo ficaram 33,75% mais caros, e as passagens aéreas, 17,59%.

Habitação

No grupo Habitação, que subiu 13,05% em 2021, foi registrada alta na energia elétrica, com acumulado de 21,21% no ano, e no gás de botijão, que subiu 36,99% no ano.

Petróleo Brent cai 0,09% nesta quinta-feira, após bater US$ 90 pela 1ª vez desde 2014

O barril do petróleo Brent, com contrato para março deste ano, fechou esta quinta-feira (27) em queda de 0,09%, cotado a US$ 89,88, segundo dados preliminares.

Gasolina defasada em R$ 0,29 age diretamente contra o hidratado, já mais caro do que deveria

O petróleo mantendo-se em volta dos US$ 89 o barril já alarga a defasagem dos preços da gasolina e do diesel, enquanto comprime mais a competitividade do etanol hidratado.

O que é o fundo de equalização dos combustíveis, defendido por governadores como alternativa ao ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou nesta quinta-feira (27) o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por mais 60 dias, até 31 de março. A decisão foi unânime, com voto favorável dos 27 secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.