Imagem: Diorio/Estadão Conteúdo/AE

Ontem, 4, a S&P Global Platts calculou o etanol anidro nas usinas de Ribeirão Preto a R$ 3.510/m³, sua maior avaliação. Este valor representa um aumento de 85% no ano e de R$ 150/m³ em relação ao recorde anterior, de 2 de março.

Apesar da safra 2021/22 do Centro-Sul ter iniciado oficialmente em 1º de abril, o que poderia indicar uma queda nos preços, especialmente em meio a um cenário de aumento da oferta e de demanda limitada, o preço do anidro está efetivamente em alta, sustentado por uma combinação de aspectos otimistas.

Os números mais recentes da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) apontam para uma produção total de 731 milhões de litros de etanol nos primeiros 15 dias de moagem, uma queda de 25,92% em relação a 2020/21. Destes, a produção de anidro foi de 104 milhões de litros, queda de 41,47% no mesmo comparativo.

Como há uma mistura obrigatória de anidro na gasolina, qualquer variação na demanda do combustível fóssil desencadeia o mesmo movimento para o renovável. Assim, enquanto as vendas de hidratado caíram 14,6% em 2020, as de gasolina caíram apenas 6,1%, o que amorteceu a redução na comercialização do anidro.

Fonte: S&P Global Platts

Assine nossa newsletter

Cadastre-se e recebe nossas notícias da semana.

VOCÊ PODE GOSTAR

Fecombustíveis: Postos de combustíveis são o elo mais competitivo da cadeia

Representante de donos de postos em todo País, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) rebateu acusações de que a revenda de combustíveis esteja contribuindo para a alta dos preços nas bombas.

Petróleo Dispara com Otimismo sobre Demanda em 2021; Riscos Desapareceram?

Os preços do petróleo parecem ter superado os fundamentos negativos de 2020…

Petrobras aumenta gasolina em 10%; no acumulado do ano, queda ainda é de 24%

A Petrobras (SA:PETR4) elevará os preços médios da gasolina em suas refinarias em 10% a partir de terça-feira.

Guedes: Troca na Petrobras foi “satisfação política” de Bolsonaro a caminhoneiros

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 2, que a demissão de Roberto Castello Branco da presidência da Petrobras foi a “satisfação política” que Jair Bolsonaro (sem partido) deu aos caminhoneiros, grupo de apoiadores fiéis do presidente.