Preço do etanol bate recordes na maior parte dos estados e ultrapassa R$ 5

O preço mais alto do etanol na semana passada foi registrado no Rio Grande do Sul, com o litro vendido em média a R$ 5,963, um recorde para o Estado

Valor Econômico – Se a gasolina está chegando a valores nunca antes vistos pelos motoristas brasileiros, o etanol hidratado (que abastece diretamente os tanques) não está oferecendo uma alternativa muito diferente. Apenas na última semana, os preços do biocombustível bateram o recorde histórico em 15 Estados e no Distrito Federal, enquanto no mês, esta marca sobre para 19 unidades federativas.

Nos Estados onde o preço do etanol não bateu recorde em agosto, as marcas históricas foram superadas há pouco tempo: em cinco Estados, os recordes foram batidos entre junho e julho, e em um, em março deste ano.

O preço mais alto do etanol na semana passada foi registrado no Rio Grande do Sul, com o litro vendido em média a R$ 5,963, um recorde para o Estado. O etanol também bateu recorde em São Paulo, a R$ 4,331 o litro, em Minas Gerais, a R$ 4,627 o litro, e no Paraná, a R$ 4,676 o litro, e em mais 15 unidades federativas, de acordo com dados do ultimo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado entre 22 e 28 de agosto.

Em 18 Estados e no DF, os preços chegaram a ultrapassar os R$ 5 por litro não apenas na última semana, como na média móvel em quatro semanas, fazendo deste agosto o mês de preços mais altos do combustível renovável na história.Apenas na última semana, o preço do etanol subiu em 19 Estados e no DF, e só caiu em outros sete Estados. Em nenhum deles o biocombustível registra vantagem econômica evidente em relação à gasolina aos motoristas — em três Estados, o preço do etanol está abaixo de 75% do valor da gasolina, mas ainda acima de 70% do nível de paridade.

O biocombustível vem se valorizando todas as semanas em quase todos os Estados desde maio, apesar das usinas do Centro-Sul estarem em plena safra. A produção, porém, vem sendo reduzida diante do forte impacto da seca na produtividade dos canaviais e da decisão das usinas em dar prioridade à produção de etanol anidro, garantindo oferta para a mistura à gasolina.

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