Preço médio dos CBios sobe na quinzena e ultrapassa a marca de R$ 40

Mesmo com oferta superior à meta para 2021, créditos do RenovaBio negociados na B3 vivem tendência de alta

As negociações dos créditos de descarbonização (CBios) criados pelo programa RenovaBio estão aquecidas na bolsa de valores brasileira. Segundo dados da B3, o número de negociações registrado de 1º a 15 de setembro chegou a 1,83 mil, superando em 63,7% o recorde da quinzena anterior, de 1,12 mil.

Com isso, mais de 5,11 milhões de títulos mudaram de mãos no período. “Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.

O aquecimento nas vendas levou também a um aumento no preço dos títulos. Ainda segundo a B3, o valor médio dos CBios negociados na quinzena foi de R$ 40,59. Ele ultrapassa em 41,6% os R$ 28,66 vistos na segunda metade de agosto, quando já se observava o início de uma tendência de alta.

Além disso, o valor também está 28,4% acima da média de 2021 (R$ 31,62) e é 9% maior ante a média histórica do RenovaBio (R$ 37,24).

No período, o preço mais elevado foi registrado em 10 de setembro, com R$ 47,30 – também o mais alto do ano –, enquanto o mais baixo foi no dia 3, com R$ 27,82.

Dessa forma, foram poucas as negociações abaixo da marca de R$ 30, valor médio projetado pelo Santander e pelo Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege) para 2021.

Desde o início da comercialização dos créditos, em junho do ano passado, seu valor variou entre R$ 15 e R$ 72. Em 2021, a oscilação foi menos ampla, indo de R$ 26,75 a R$ 47,30.

Oferta maior que a meta

Ao final da quinzena, o número de CBios disponível para compra e venda na B3 era de 21,24 milhão. A maior parte destes títulos estava em posse das distribuidoras de combustíveis fósseis – que possuem metas a cumprir no RenovaBio –, com 12,72 milhões de unidades.

Com isso, estas companhias voltam a ultrapassar a posição das usinas produtoras de biocombustíveis, que possuíam 8,27 milhões de títulos na mesma ocasião. Além disso, investidores sem metas armazenavam 252,37 mil CBios.

Embora este número seja inferior à meta de 24,86 milhões estipulada para 2021, é preciso contabilizar que 4,32 milhões de CBios já foram retirados de circulação neste ano por meio de um processo chamado de aposentadoria – é com este recurso que as distribuidoras cumprem suas cotas individuais.

Assim, no total, 25,56 milhões de CBios foram disponibilizados ao mercado neste ano, ultrapassando o objetivo anual em 699,66 mil unidades. Por ora, entretanto, o volume aposentado é suficiente para atender a 17,4% da meta; o prazo é 31 de dezembro.

Além disso, é preciso considerar que a B3 não informa se as aposentadorias foram feitas por distribuidoras ou por investidores sem metas. Conforme regulamentação aprovada pela ANP em maio deste ano, os CBios que forem aposentados por agentes sem obrigações a cumprir poderão ser abatidos das obrigações das distribuidoras. Esta redução, entretanto, só deve ser contabilizada para os objetivos de 2022.

Novas emissões

Ainda que a moagem de cana-de-açúcar na safra 2021/22 do Centro-Sul possa estar se aproximando do fim, o número de CBios escriturados junto à B3 segue subindo, uma vez que ele é vinculado ao volume comercializado de biocombustível.

Na primeira quinzena de setembro, foram gerados 1,36 milhão de unidades. O montante quinzenal representa uma queda de 21,2% ante os 1,72 milhão vistos na segunda metade de agosto, mas está acima dos desempenhos registrados nas quinzenas iniciais de meses anteriores.

Ao longo de toda a história do RenovaBio, as produtoras de combustíveis já emitiram 40,17 milhões de créditos.

Atualmente, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 291 unidades participam do RenovaBio; destas, três fabricam biometano e 30, biodiesel. Dentre as 258 usinas de etanol certificadas, 248 utilizam apenas a cana-de-açúcar; seis processam milho e cana; três, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.

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