NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta quarta-feira e atingiram seus maiores níveis em cerca de um mês, impulsionados por dados do governo dos Estados Unidos que mostraram uma diminuição maior que a esperada nos estoques petrolíferos brutos do país, com exportações alcançando uma máxima recorde, além de uma surpreendente queda nos estoques dos produtos refinados.

Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram 1,44 dólar, ou 2,2%, e fecharam a 66,49 dólares por barril, enquanto os futuros do petróleo nos EUA ganharam 1,55 dólar, ou 2,7%, fechando a 59,38 dólares/barril.

Os estoques nos EUA caíram em 12,8 milhões de barris na semana passada, disse a Administração de Informação sobre Energia (AIE), ultrapassando por muito as expectativas de analistas, que projetavam recuo de 2,5 milhões de barris. Esta é a maior retração desde setembro de 2016, segundo o setor de estatísticas do Departamento de Energia.

As importações líquidas de petróleo dos EUA caíram em 1,2 milhão de barris por dia (bpd) na última semana. Já as exportações gerais do produto avançaram para 3,8 milhões bpd, superando seu recorde anterior, de 3,6 milhões de bpd, atingido em fevereiro.

“Muito dessa diminuição se dá pela forte demanda”, disse Phil Flynn, analista do Price Futures Group. “Finalmente estamos vendo o impacto dos cortes de produção da Opep e começando a notar os cortes venezuelanos.”

Os estoques de gasolina recuaram em 996 mil barris, enquanto os estoques de produtos refinados tiveram queda de 2,4 milhões de barris, mostraram os dados da AIE.

Fonte: br.investing.com

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