Dólar mais forte no exterior, aumento adicional nos estoques da commodity e de combustíveis nos Estados Unidos e noticiário sobre a Covid-19 guiam queda

© Reuters.

SÃO PAULO – Em seu pior pregão desde setembro, as cotações do petróleo operavam em forte queda nesta quinta-feira, na quinta sessão consecutiva de baixa e no pior pregão desde setembro, tocando mínimas de duas semanas devido a um dólar mais forte, um aumento adicional nos estoques da commodity e de combustíveis nos Estados Unidos e também com o noticiário sobre a Covid-19. Sobre esse último ponto, o impacto é principalmente da suspensão de vacinações em alguns países da Europa.

Os contratos futuros do WTI com vencimento em abril fecharam em queda de 7,1%, a US$ 60 o barril, enquanto o brent teve baixa de 6,9%, a US$ 63,28 o barril.

Ambos os contratos caminham para o menor fechamento desde 3 de março. Os cinco dias de queda também marcariam a mais longa sequência de perdas para o barril nos EUA desde fevereiro de 2020 e para o Brent desde setembro de 2020.

“Os últimos acontecimentos, como a vacinação e o aumento nos estoques de petróleo dos EUA, estão pesando negativamente sobre os mercados, mas a perspectiva de longo prazo do petróleo ainda é encorajadora”, disse o analista Tamas Varga, da PVM Oil Associates, para a CNBC.

Por outro lado, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) disse na quarta-feira que não espera que os preços do petróleo entrem em um superciclo– um longo período de alta para bem além das tendências de longo prazo.

“A retórica do superciclo do petróleo está finalmente tendo um choque de realidade. O sentimento negativo veio por dúvidas na Europa sobre a vacina da AstraZeneca, e se consolidou pela alta de quase 2,4 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA”, disse Louise Dickinson, analista de petróleo da Rystad Energy para a Reuters.

Dados do governo dos EUA na quarta-feira mostraram que os estoques da commodity no país avançaram por quatro semanas consecutivas após o severo clima frio no Texas e na parte central do país em fevereiro, que forçou o fechamento de refinarias.

A forte alta no valor do dólar nesta sessão, revertendo o movimento imediato após reunião do Fed dos EUA também contribuiu para a queda, assim como a desaceleração de alguns programas de vacina e as perspectivas de mais medidas para controle do vírus, que poderiam reduzir projeções de recuperação na demanda por combustíveis.

(com informações da Reuters)

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