Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 25 a 31 de outubro:

  1. O preço médio da gasolina nas capitais brasileiras caiu 0,05%, enquanto o do etanol subiu 2,05%
  2. Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 69,7% do valor de comercialização do fóssil
  3. O preço do etanol nos postos subiu em 15 capitais e no Distrito Federal, caiu em 10 e não foi divulgado em Macapá (AP)
  4. O consumo de etanol é economicamente vantajoso para os motoristas das capitais de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
  5. Nas usinas, o renovável subiu em Mato Grosso, Goiás e São Paulo

Na segunda pesquisa após uma pausa de nove semanas no levantamento dos preços de combustíveis nos postos do país, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) segue divulgando apenas os dados referente às capitais do Brasil.

No período de 25 a 31 de outubro, o preço médio do etanol nos postos destas cidades correspondeu a 69,7% do valor da gasolina, bem próximo no limite de 70% considerado comercialmente favorável para o biocombustível. Uma semana antes, este indicador era de 68,3%.

Além disso, o etanol rompeu a barreira dos R$ 3,00 por litro, ficando em R$ 3,04/L – um aumento de 2,05% no comparativo com a semana anterior, quando custou R$ 2,97/L em média. Enquanto isso, o combustível fóssil teve uma queda de 0,05%, passando de R$ 4,36/L para R$ 4,35/L.

A mudança no preço da gasolina reflete, em parte, as duas quedas de preço nas refinarias anunciadas pela Petrobras na última semana de outubro.

Ao mesmo tempo, na semana de 26 a 30 de outubro, o preço cobrado pelo etanol subiu nas usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, no estado paulista, o aumento foi de 0,58%. Os preços do hidratado em São Paulo, aliás, estão em movimento ascendente há seis semanas, também segundo o Cepea.

“Os vendedores seguiram firmes nas ofertas e alguns poucos estiveram fora do mercado”, afirma o Cepea. Além disso, o volume negociado de etanol hidratado foi considerado grande.

No mesmo período, o aumento nas usinas de Mato Grosso foi de 1,77%. Já em Goiás, o etanol subiu 0,25%.

Dados incompletos

Os dados do período de 25 a 31 de outubro, assim como os da semana anterior, referem-se às capitais brasileiras, ao Distrito Federal e a Ribeirão Preto (SP). Desta forma, os valores não correspondem a média dos estados, como ocorria antes da pausa.

Segundo divulgação da ANP feita em 23 de outubro, a retomada da pesquisa com nova empresa de pesquisa “prevê a gradual expansão das amostras e dos municípios integrantes até que se atinja cerca de 6 mil postos e aproximadamente 4.400 revendas de GLP semanalmente, em 459 localidades”. Além disso, a agência destacou que o processo se dará ao longo de oito etapas.

Conforme anunciado em agosto, a agência implementou um formato diferente de divulgação dos dados. O plano inicial, entretanto, envolvia a retomada da publicação semanal a partir de 14 de setembro, já que a pesquisa ficaria pausada apenas entre 23 de agosto de 7 de setembro. Porém, isso não ocorreu.

Em atualização do comunicado à época, a ANP explicou que “as ações cabíveis estão sendo adotadas a fim de permitir, o mais brevemente possível, o início da primeira etapa da pesquisa”.

Variação nos estados

De acordo com os dados da ANP, o preço médio do etanol registrou aumentos em 15 capitais brasileiras e no Distrito Federal, quedas em 10 e não foi divulgado em Macapá (AP). Já a gasolina apresentou quedas em 16 capitais.

Além disso, o consumo do biocombustível foi considerado economicamente favorável em Cuiabá (MT), Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

Em São Paulo (SP), o renovável chegou a R$ 2,907/L, representando um aumento de 2,76% em relação aos R$ 2,829/L de uma semana antes. Mesmo com o aumento, este é o menor valor da análise. Como a gasolina subiu 0,74%, a relação entre os preços aumentou para 69%, mas ainda segue favorável para o biocombustível.

Já Belo Horizonte (MG) registrou um acréscimo de 1,87% para o renovável, que atingiu os R$ 2,939/L, e uma redução de 0,49% para a gasolina. Assim, a relação entre os valores subiu para 65,7%, ainda favorável para etanol e o melhor indicador de toda a análise.

Cuiabá (MT), por sua vez, registrou uma ampliação de 3,72% para o renovável, chegando a R$ 2,985/L. A alta foi a segunda maior de toda a análise, atrás apenas de Palmas (TO). Já a gasolina em Cuiabá subiu 0,04%, fazendo com que a relação entre os preços aumentasse para 66,7%.

Por sua vez, Goiânia (GO) teve um aumento de 0,22% para o renovável, chegando ao custo médio de R$ 3,223/L. Como a gasolina teve uma pequena queda, de 0,04%, a relação entre os valores também registrou um pequeno aumento, para 66,8%, mas ainda favorável ao biocombustível.

Em Curitiba (PR), o biocombustível subiu 2,19% e a gasolina caiu 0,37%. Desta forma, a relação entre os preços aumentou para 75,3%, acima do limite considerado favorável para o renovável. Este também é o maior indicador dentre as capitais dos seis maiores estados produtores de etanol.

Por fim, Campo Grande (MS) também registrou uma relação desfavorável para o etanol, com 71,3%.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Fonte: novacana.com

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