Foto: Divulgação

Sem que a Petrobras (PETR3; PETR4) repasse integralmente as altas do petróleo para o diesel e gasolina, como afirmam os importadores de combustíveis, o etanol não alcança a plenitude de sua competitividade.

Ao ingressar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra “prática predatória de preços”, por defasagem entre os valores internacionais dos combustíveis e os da estatal, a Associação Brasileira de Importadores Combustíveis (Abicom) confirma o que Money Times deu dia 6, quando o petróleo passava dos US$ 52 o barril em Londres.

Martinho Ono, CEO da SCA Trading, viu potencial para reajuste da gasolina A na refinaria em até R$ 0,13 (que replica em até R$ 0,10 na C).

A Abicom considera que a gasolina está, em média, defasada em R$ 0,31 – e o diesel em R$ 0,22 -, portanto até acima, o que adjunta prejuízos aos importadores e acionistas.

No momento em que ainda pairam dúvidas sensíveis sobre o desempenho do mercado de etanol em 2021, depois de um ano ruim, onde a pandemia pode repetir retração do consumo novamente, Edmundo Barbosa, presidente do Sindálcool, da Paraíba, alerta para a necessidade de a Petrobras fazer o repasse cheio, dentro do que foi prometido pela direção para corrigir a prática de achatamento dos preços nos tempos da presidente Dilma Rousseff.

“Atraso nos reajustes gera desrespeito aos acionistas e prejuízos para a Petrobras e toda a cadeia do etanol”, diz o representante das usinas daquele estado, o terceiro maior do setor sucroenergético do Nordeste.

O último aumento da gasolina na refinação foi de 5%, dia 29 de dezembro, e nesta sexta (8) o petróleo passa dos 2,15% de alta, acima de US$ 55,50/barril.

Fonte: Money Times

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