Unem eleva estimativa para etanol de milho em 2021/22, chegando a 3,39 bi litros

Entidades preveem aumento de produção e produtividade do milho – e do etanol fabricado com ele

O interesse pela fabricação do etanol de milho tem sido crescente. Do final de julho para cá, por exemplo, três empresas demonstraram a intenção de ingressar no mercado de produção do renovável a partir do grão.

No último dia 30, o governo de Mato Grosso do Sul anunciou que a Cerradinho fará investimentos de R$ 1 bilhão para construção de uma unidade em Maracaju (MS) que terá capacidade de processar 1,2 milhão de toneladas do grão. Além dela, a Coamo também está fazendo estudos de viabilidade para a produção de etanol de milho, com instalação prevista ainda neste ano ou no começo de 2022. Outro anúncio recente foi o da desapropriação de terras da Atvos para instalação de uma usina de etanol de milho em Costa Rica (MS).

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), existem 15 obras em andamento vinculadas ao etanol de milho – sendo 11 de usinas novas e quatro de ampliações –, além de quatro empreendimentos em unidades flex, que aliam a produção de etanol vinda do grão com a da cana.

Os números já vêm demonstrando a tendência de expansão. Na safra passada, foram fabricados 2,65 bilhões de litros, de acordo com dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), representando 8% da produção nacional de 2020/21. Os números da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) referentes ao Centro-Sul ficaram um pouco abaixo disso, com 2,57 bilhões de litros, mas com parcela de mercado semelhante à apresentada pela Unem, de 8,5%.

Da safra 2019/20 à 2020/21, a ampliação foi de cerca de 1 bilhão de litros, segundo o presidente da entidade ligada ao grão, Guilherme Nolasco. Ele destaca que o aumento ocorreu no período mais crítico da pandemia. “Vamos manter o crescimento para esta safra com em torno de 700 a 800 milhões de litros”, diz.

Com isso, a atual estimativa para 2021/22 é de 3,39 bilhões de litros de etanol fabricados a partir do grão, pouco acima dos 3,22 milhões projetados anteriormente.

Mato Grosso deve deter 86,3% da produção, sendo responsável por 2,93 bilhões de litros – 2,28 bilhões de hidratado e 648 milhões de anidro – e Goiás será responsável por 418 milhões litros, correspondendo a em torno de 12,3% da produção nacional.

As informações foram detalhadas em painel dedicado ao mercado de biocombustíveis realizado no evento Abertura de Safra, Soja, Milho e Algodão 2021/22, promovido pela Datagro.

Confira mais detalhes e perspectivas sobre a produção de milho, do renovável a partir do grão e do DDG no país, especialmente em Mato Grosso e Goiás, discutidas entre o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, e pelo diretor da Abramilho, Glauber Silveira.

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