Vibra Energia, ex-BR Distribuidora, anuncia joint venture de comercialização de etanol com Copersucar

Vibra irá adquirir da Copersucar 49,99% do capital social da ECE pelo valor de R$ 4,999 milhões, mantendo a Copersucar participação de 50,01%

A Vibra Energia (BRDT3), antiga BR Distribuidora, comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que celebrou, em 29 de agosto, com Copersucar, documentos vinculantes com o objetivo de criação de uma Joint Venture que atuará como Empresa Comercializadora de Etanol (ECE). A ECE contará com estrutura de gestão independente e governança corporativa própria. A operação foi aprovada pelo Conselho de Administração em 27 de agosto de 2021, e não está sujeita às regras contidas no artigo 256 da Lei das Sociedades por Ações.

A Vibra irá adquirir da Copersucar ações representativas de 49,99% do capital social da ECE pelo valor de R$ 4,999 milhões, mantendo a Copersucar participação de 50,01%, em uma sociedade que será constituída com capital social de R$ 10 milhões de reais, por determinação regulatória.

Após as devidas aprovações da operação pelas autoridades competentes, para a entrada em operação, as acionistas irão aportar na nova sociedade mais R$ 440 milhões, na proporção de suas participações. Não haverá aporte de ativos imobilizados dos sócios.

Atualmente, a VIBRA movimenta entre 6 e 6,5 bilhões de litros de etanol, em sua atividade de distribuição. Já a Copersucar é uma sociedade responsável por comercializar entre 4,5 e 5 bilhões de litros de etanol produzidos pelas usinas vinculadas à Cooperativa de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo.

Com a entrada em operação da JV, esta passará a ser a responsável por adquirir o volume demandado pela Vibra, bem como por escoar a produção das usinas da Cooperativa.

“Com isto, entendemos que os volumes totais de comercialização esperados para a JV a tornarão a maior comercializadora de etanol do Brasil e uma das maiores do mundo”, destacou a Vibra em comunicado ao mercado.

A ECE será livre para comprar etanol no mercado e não somente das usinas da Cooperativa, bem como poderá vender etanol para outros clientes além da Vibra, incluindo outras distribuidoras, de modo a aumentar a sua capilaridade e abrangência no mercado de etanol. Além disso, a ECE passa a ser a responsável pelas operações de importação e exportação de etanol que hoje são realizadas pelas suas acionistas.

A formação da nova comercializadora de etanol deverá gerar ganhos de escala que viabilizarão maior competitividade e diversos tipos de sinergias nas operações, através de melhores controles operacionais, maior capacidade de carregos de estoque, monitoramento constante e visão ampla de todos os processos da cadeia em tempo real, entre outros.

A Vibra destacou que esta iniciativa está alinhada à pauta ESG da empresa, uma vez que essa comercializadora de etanol tem a ambição de desempenhar papel relevante no apoio à transição energética e à descarbonização da frota nacional de veículos leves.

A formalização da parceria e o fechamento da operação depende do cumprimento de condições usuais para transações desta natureza, incluindo a obtenção de autorização pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade e do credenciamento da ECE perante a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Fundo Imobiliário

A Vibra Energia também celebrou um memorando de entendimento com a Prisma Capital para a criação de um fundo de investimento imobiliário que receberá o aporte de imóveis da companhia, todos postos de combustíveis com bandeira Petrobras, informou a empresa nesta segunda-feira.

De acordo com a Vibra, a operação engloba o aporte e gestão de uma carteira de até 238 imóveis. O ‘valuation’ de entrada implícito na transação, segundo a empresa, avalia a totalidade dos imóveis em R$ 643,8 milhões.

A monetização ocorrerá em três etapas: primeiro, com o aporte dos imóveis pela Vibra no fundo e aquisição de 15% das cotas pela Prisma; depois, com venda direta aos atuais operadores dos postos; e por fim, com a listagem do fundo no mercado e oferta a investidores e público em geral.

(com Reuters)

IBP critica mudanças regulatórias na venda de combustíveis

Representante das grandes distribuidoras de combustíveis, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) se posicionou a favor da manutenção do atual modelo de funcionamento do mercado de revenda de derivados de petróleo.

Estes são os postos de combustíveis populares e preferidos por brasileiros

Os postos de combustível Petrobras BR, Ipiranga e Shell são as marcas com maior índice de popularidade entre os brasileiros, é o que aponta um estudo realizado pela empresa de pesquisa de satisfação e NPS (Net Promoter Score) SoluCX: as marcas foram citadas por 73,2%, 72,8% e 69,1% dos respondentes da pesquisa, respectivamente.

Guerra política no Brasil e economia mundial devem manter preço da gasolina nas alturas

Economistas dizem que toda vez que o discurso golpista avança, desconfiança cresce e dólar sobe, elevando o preço dos combustíveis. Motoristas de aplicativo dizem que serviço já não compensa diante dos custos.