Vibra, ex-BR, prevê crescimento de 30% nas receitas até 2030

Valor Econômico – Em meio ao reposicionamento da empresa no mercado, a Vibra Energia – antiga BR Distribuidora – vai apostar na expansão de novos negócios para além da distribuição de combustíveis de modo a alcançar crescimento de 30% nas receitas até 2030. No ano passado, a companhia teve receita líquida de R$ 81,5 bilhões, com queda de 14,2% sobre 2019.

Em evento para apresentar ontem a investidores o novo plano de negócios da distribuidora, o presidente da Vibra, Wilson Ferreira Jr, disse que de 20% a 30% do crescimento projetado nas receitas devem vir dos novos negócios em que empresa está entrando. A expansão para outras atividades faz parte da estratégia da companhia em cenário de transição para uma economia de baixo carbono.

Ferreira Jr afirmou que a Vibra quer ser uma provedora de soluções para os consumidores no processo de transição energética. “Estamos saindo de ser uma distribuidora de combustíveis para ser uma empresa que fornece qualquer tipo de energia aos nossos clientes”, disse.

A estratégia do grupo para a área de energia elétrica é ambiciosa: a Vibra quer estar entre as cinco maiores comercializadoras do Brasil até 2025. A companhia entrou nesse setor depois da compra da comercializadora Targus. Segundo Ferreira Jr, a comercialização deve ocupar um espaço de três a quatro vezes maior nas operações da empresa até o fim da década.

Para tanto, a Vibra pretende atuar junto a grandes consumidores na autoprodução de energia, além de ampliar a geração de energia distribuída em seus postos de combustíveis. Hoje a empresa tem cerca de 8 mil postos no país. “Com a abertura do mercado livre de energia a mais clientes, também vamos usar a digitalização para atender a essa base de consumidores pulverizada”, afirmou o diretor de operações, logística e sourcing da Vibra, Marcelo Bragança.

O reposicionamento ocorre após saída da Petrobras do capital social da companhia. A operação foi realizada em julho, por meio de oferta de ações que vendeu a fatia remanescente de 37,5% que a estatal tinha na distribuidora. A operação levantou R$ 11,3 bilhões.

Agora a Vibra espera quase triplicar a geração de caixa até 2030, sendo que de 70% a 80% desse crescimento vão vir dos novos negócios. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) deve crescer 50% no período, segundo as projeções.

Os novos negócios também vão passar a representar 30% dos investimentos do grupo até 2030. Segundo o diretor financeiro da Vibra, André Natal, a empresa deve continuar a realizar fusões e aquisições e formar parcerias para entrar em novos mercados, como no setor de gás natural, por exemplo. O grupo prevê investir cerca de R$ 2 bilhões por ano em capital organizacional até 2025.

“A geração de caixa vai continuar forte e, esperamos, crescente. Com isso, vamos ter espaço não só para as alocações orgânicas, que vão demandar um montante de capital relevante, como também para aquisições e parcerias que demandem capital, além de ainda sermos um ótimo pagador de dividendos.Também poderemos realizar ‘buybacks’ [recompras] de ações”, disse Natal.

O executivo explicou que eventuais decisões sobre recompras de ações vão ser impactadas pelos preços dos papéis, como também pela reforma tributária em discussão no Congresso. Segundo o diretor financeiro, a Vibra deve chegar este ano a um “dividend yield” (rentabilidade em relação ao preço das ações) de quase 15%. “Vamos alcançar isso sem deixar de fazer nenhum negócio, seguimos tendo crescimento orgânico”, disse.

Os investimentos da Vibra também passam a incluir, a partir do novo plano de negócios, uma meta para zerar as emissões de carbono das operações até 2025. A Vibra vai investir de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões por ano para atingir o objetivo de deixar de emitir 146 mil toneladas de carbono anualmente. ntre as iniciativas para neutralizar as emissões estão o aumento da eficiência operacional para reduzir o consumo de energia, além da migração de instalações para o mercado livre de energia.

Para além da neutralidade em suas próprias atividades, a Vibra também assumiu o compromisso de zerar as emissões de seus produtos até 2050.Hoje os produtos emitem 75 milhões de toneladas de carbono anualmente, o que representa 98% do impacto da companhia. Segundo Ferreira Jr, a meta vai ser perseguida por meio de investimentos em novos combustíveis, incentivos à mudança no consumo dos clientes e projetos de captura de carbono e compensação de emissões.

A empresa vê espaço para a adição de novos produtos, menos poluentes, ao seu portfólio. Nesta semana a Vibra anunciou parceria com a ZEG Biogás no mercado de biometano. A empresa também estuda atuar no hidrogênio verde, bioquerosene de aviação e diesel verde (HVO).

A Vibra também quer fortalecer a atuação no trading de etanol e derivados. Parte da estratégia vai envolver a abertura de escritórios nos Estados Unidos e na Europa.

A comercialização de combustíveis também segue como um foco de crescimento. O plano de negócios prevê atingir participação de mercado no setor de combustíveis de 24,9% até 2025, percentual que ao fim do primeiro semestre de 2021 era de 23,1%.
A companhia vai seguir usando a marca Petrobras nos postos. Na conveniência, a previsão é que a rentabilidade saía dos atuais R$ 30 mil mensais por loja para R$ 63 mil.

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